Cinco serpentes por metro quadrado: ILHA DA QUEIMADA GRANDE

Situada a 35 quilómetros do litoral do estado de São Paulo, esta ilha tem a maior densidade populacional de cobras do mundo. Aliás, o seu nome deriva das grandes queimadas feitas por pescadores na costa da ilha para matarem as cobras que os atacavam. São mais de 15 mil e calcula-se que entre duas a quatro mil dessas serpentes sejam da espécie jararaca-ilhoa, a mais venenosa do mundo. Em duas horas a sua picada letal faz com que os órgãos deixem de funcionar. Há dois casos antigos conhecidos, de um pescador encontrado morto num barco e de um faroleiro e família que foram atacados durante a noite. Segundo as estatísticas, a ilha tem um total de 5 cobras por metro quadrado. Hoje está desabitada e o acesso apenas é permitido a cientistas e analistas ambientais.
Crocodilos ao ataque: ILHA DE RAMREE

Nesta ilha do sudoeste asiático foi registado um dos maiores ataques de crocodilos que se conhece. A 19 de Fevereiro de 1945, um grupo de soldados do exército japonês viu-se encurralado pelas forcas dos Aliados. A única hipótese de fuga era um pântano com 30 quilómetros que separava a ilha da costa da Birmânia. Dos cerca de 900 soldados que mergulharam, 500 foram mortos pelos crocodilos-de-água-salgada, os maiores repteis que existem no mundo. São animais que chegam a atingir os nove metros, conhecidos pelos ataques aos humanos. Existem milhares na ilha.
Sem conseguir respirar: ILHAS IZU
Ilhas de sonho que formam um arquipélago no Pacifico, a sul de Tóquio, com uma particularidade especial: são todas vulcânicas. Numa dessas pequenas ilhas, Miyakejima, com uma área de 55 metros quadrados, o vulcão monte Oyama tem entrado em erupção várias vezes nos últimos anos. Uma das mais recentes, em Julho de 2000, obrigou a retirada total dos habitantes. Cinco anos depois, os mesmos habitantes foram autorizados a voltar a ilha, com uma condição: usarem sempre máscaras de gás que protegem contra os elevados níveis de enxofre. A população deste arquipélago ronda as nove mil pessoas, que diariamente estão sujeitos a níveis atmosféricos altamente perigosos, resultante da actividade vulcânica. Para piorar a situação, as ilhas ficam numa zona de encontro de três placas tectónicas e são, por isso, mais vulneráveis a terramotos.
Da peste aos fantasmas: ILHA DE POVEGLIA

A sua localização é paradisíaca, no meio da Lagoa de Veneza. Mas o seu historial é tudo menos perfeito. Começa no tempo dos Romanos, que deportavam para lá todas as vítimas de doenças contagiosas. Quando, na Idade Média, a peste negra assolou a Europa, a ilha de Poveglia tornou-se o local para onde eram levados não só os infectados mas também os mortos. Calcula-se que lá tenham morrido mais de 160 mil pessoas. Mais tarde foi usada como mosteiro e colónia, mas a sua fama ficou sempre ligada aos últimos habitantes, os doentes de um hospital psiquiátrico onde, em 1922, um medico não menos desequilibrado ficou conhecido por torturar e matar os pacientes. Uma lenda diz que, desde que morreu, assombra o local e ninguém consegue habitar a ilha. O acesso a Poveglia é proibido aos turistas e mesmo os venezianos recusam-se a visitá-la.
Uma ilha de resíduos: SOPA DE LIXO DO PACIFICO

Imagine uma superfície compacta, duas vezes superior a área de França, toda composta de lixo. Uma autentica ilha de resíduos (90% plásticos), resultado do lixo produzido pelos países banhados pelo Pacífico Norte. E uma zona onde corre um movimento lento, em forma de espiral, por onde passam várias correntes que trazem o lixo da costa para o meio do oceano. A sua existência foi descoberta em finais da década de 80 e hoje é um problema para milhares de espécies marinhas. O plástico não biodegradável vai-se desfazendo em pequenos pedaços, do tamanho de plâncton. Os peixes confundem as substâncias e alimentam-se dos restos de resíduos, acabando por morres. Este lixo também já começou a chegar, as toneladas, a algumas praias
Artigo retirado da revista Sábado, numero 274.